on reading and writing
and on other things
there is something that have always lived within me, and that is the need to read and to write.
and so it can be confusing to find myself without words to put down on paper, or without the urge to pick up a book.
it is not as if those things didn’t exist anymore in me, they do (for if they didn’t, my soul would hurt oh, so much more), is just that they have found a place to sleep, and I fear my mind and my soul aren’t strong enough to awake them again at times.
and so I will find myself again and again running from that which my heart urges me to do. my heart will plead: write, write, write. read, read, read. but my mind and my body will be so tired of this everyday, of this all the same, that they will try and hide into easier stuff, such as my phone. such as a TV.
I know there is no harm in the eventually. but when the eventually turns to the habitual, all the rest seems to drip away… especially if its technology we are talking about.
I miss those days where I would pick up a book with the same ease as I now pick up my phone.
anyway, this post is a call to myself in a way, to write and to create (“a lucid invitation to live and to create, in the very midst of the desert”, as said Albert Camus in the beginning of The Myth of Sisyphus), to put myself back into what I once was.
there is this quote from this movie I have never watched that says:
there are lots of things that I used to be that I am no longer. and there are lots of things that I’d never thought I'd be that I unexpectedly am.
-conversations with other women
and that quote really lives on my mind, I think about it a lot.
I accept and understand that circumstances of my life have changed, and with them, I have too. however there are certain thing that feed my soul, and I cannot let myself let them slip away, our else I’ll find myself rotten, from mind to bones and soul.
I know that are certain things missing in my life that are essential to my inspiration and creativity, and beyond that, essential to my being, as essential to me as reading and writing.
such a thing is traveling.
my soul sings to me, and everyday the song is the same. to see the world and hear its beauties, and to understand it. I cannot go to long in the same place or, as Addie LaRue, I fell I’ll simply fade away in the sameness of a single place.
however I am now what I have always been, and that is, a dreamer.
yes.
and because I have always dreamed, I can dream so much more still.
and because there are other things in my life that I love, and that make me alive, and that I live for, i’ll wait a little longer to see the world (I have had a taste of it already, at least), but I am tired of not reading, and especially, of not writing.
that I need back in my life in order to stay alive.
(such as I need love, and art)
and thats it.
perhaps in this text I don’t seem to have arrived at a conclusion, but in my mind, I have. and that is that, my soul will always want. want so much (sometimes too much), and I am glad that it does for it pushes me too discover, and to learn, and to feel alive. but time can be important too, and I’ll learn to move with it one day. yes I want all, and I want it now, but for what I can’t have at the moment, i’ll feed myself with other things that fill me just as much.
I can’t write? I can read.
I can’t travel? I can learn how to speak French.
I can’t dance? I can listen to music and imagine.
there is always something new to discover, beautiful and delicious ways to fulfil our souls, and wanders all around us, if we try and find them (even in the very midst of the desert). or that’s how I like to think.
and I know someday, for myself and for the ones I love (and with them) all be able to have it all. be all.
-Antônia D. G. Lau
sobre ler e escrever
e outras coisas
Há algo que sempre viveu dentro de mim, e isto é, a necessidade de ler e escrever.
E então pode ser confuso me encontrar sem palavras para colocar no papel, ou sem a urgência de pegar um livro.
Não é como se essas coisas não existissem mais em mim, elas existem (porque se não existissem, minha alma doeria muito mais), elas apenas encontraram um lugar para dormir, e eu temo que minha mente e minha alma não são fortes o suficiente para acordá-las novamente às vezes.
E então eu vou me encontrar de novo e de novo correndo das coisas que meu coração me insiste a fazer. Ele implora: escreva, escreva, escreva. leia, leia, leia. Mas minha mente e meu corpo vão estar tão cansados desse tododia, desse tudoigual, que eles vão tentar se esconder em coisas mais fáceis, como meu celular. Como uma TV.
Eu sei que não há mal no eventualmente, mas quando o eventualmente se transforma no habitual, todo o resto começa a escorrer para longe... especialmente se é de tecnologia que estamos falando.
Eu sinto falta dos dias em que eu pegava um livro com a mesma facilidade com a qual eu agora pego meu celular.
De qualquer forma, esse post é um chamado para mim mesma de certa forma, para escrever e para criar (“um convite lúcido para viver e para criar, bem no meio do deserto”, como disse Albert Camus no começo de O Mito de Sisyphus), para me colocar de volta em quem eu já fui.
Tem essa frase de um filme que nunca vi que diz:
Há muitas coisas que eu costumava ser, que não sou mais. E há muitas coisas que eu nunca pensei que seria e inesperadamente sou.
-nosso amor do passado
E essa frase vive na minha mente, e penso nela bastante.
Eu aceito e entendo que as circunstâncias da minha vida tenham mudado, e com elas, eu também. Entretanto, há coisas que eu não posso deixar escorregar, ou me encontrarei apodrecendo, desde minha mente até meus ossos e alma.
Eu sei que há coisas faltando na minha vida que são essenciais para minha inspiração e criatividade, e além disse, essenciais para o meu ser, tão essenciais para mim quanto ler e escrever.
Tal coisa é viajar.
Minha alma canta para mim, e todo dia a música é a mesma. Sobre ver o mundo e escutar suas belezas, e entendê-lo. Eu não posso ficar muito tempo em um só lugar ou, como Addie LaRue, eu sinto que irei simplesmente desaparecer na mesmice de um único lugar.
Entretanto eu sou agora aquilo que sempre fui, e isto é, uma sonhadora.
Sim.
E porque eu sempre sonhei, eu posso sonhar muito mais ainda.
E porque há outras coisas na minha vida que eu amo, e que me fazem viva, e pelas quais eu vivo, que eu esperarei mais um pouco para ver o mundo (eu já tive um gostinho dele, pelo menos), mas eu estou cansada de não ler, e, especialmente, de não escrever.
Isso eu preciso de volta na minha vida para me manter viva.
(assim como preciso de amor, e de arte)
e é isso.
Talvez este texto não pareça ter chegado a alguma conclusão, mas na minha mente, eu cheguei. E isso é, que minha alma vai para sempre querer. Querer tanto (as vezes demais), e eu sou grata por isso, porque isso me leva a descobrir, e a aprender, e a me sentir viva. Mas o tempo pode ser importante também, e eu aprenderei a me mover com ele um dia. Sim eu quero tudo, e eu quero agora, mas por aquilo que não posso ter no momento, eu me alimentarei com coisas que me enchem tanto quanto.
Eu não posso escrever? Eu posso ler.
Eu não posso viajar? Eu posso aprender a falar francês.
Eu não posso dançar? Eu posso escutar música e imaginar.
Há sempre algo novo para se descobrir, belas e deliciosas formas de preencher nossas almas, e maravilhas ao nosso redor, se nós tentarmos encontrá-las (até mesmo em meio ao deserto). Ou pelo menos, é assim que gosto de pensar.
E eu sei que um dia, por mim e por aqueles que amo (e junto com eles também), serei capaz de ter tudo. Ser tudo.